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2009-07-10
DETROIT - A nova General Motors Company tornou-se hoje operacional com uma nova estrutura corporativa, uma folha de balanço mais forte e um empenhamento renovado para tornar o cliente no centro de tudo o que a nova GM efectua.
«O dia de hoje marca um novo começo para a General Motors, que permitirá a todos os empregados, incluindo eu próprio, voltarmos a centrar as nossas atenções na actividade de desenhar, produzir e comercializar excelentes automóveis e de servirmos as necessidades dos nossos clientes», afirmou Fritz Henderson, Presidente e CEO. «Estamos profundamente agradecidos pelo apoio que recebemos durante esta transformação histórica e trabalharemos com todo o afinco para retribuir essa confiança com a criação de uma nova General Motors de sucesso.»
Criada a partir das operações mais fortes da velha GM através de uma venda de activos aprovada judicialmente no passado dia 5 de Julho, a nova GM assentará em:
«Algo que aprendemos ao longo dos últimos 100 dias é que a GM pode agir rapidamente e com decisão», disse Fritz Henderson. «Hoje, queremos pegar na intensidade, na capacidade de decisão e na rapidez que utilizámos nos últimos meses e transferi-las do processo de recuperação judicial que atravessámos para a criação e operação de uma nova General Motors.»
«O ‘business as usual’ terminou na GM», afirma Fritz Henderson. «Hoje inicia-se uma nova era para a General Motors e para todas as pessoas associadas com a companhia. À medida que avançamos, a nova General Motors assumirá plenamente o compromisso de ouvir os clientes, de dar resposta às tendências dos consumidores e dos mercados, e de dar capacidade de decisão às pessoas que estão mais próximas dos clientes. O nosso objectivo é produzir automóveis que os clientes querem e fazer chegar esses produtos ao mercado mais rapidamente do que nunca.»
Atenções centradas em automóveis de excelência
A nova General Motors nasce com uma visão simples e clara – desenhar, produzir e comercializar os melhores automóveis do mundo.
«Um construtor automóvel de sucesso precisa de concentrar todas as suas atenções nos lados dos custos e das receitas da sua actividade», afirmou Fritz Henderson. «O sucesso do lado das receitas resultará de automóveis com estilo, com elevada qualidade, que são eficientes do ponto de vista energético, e que são automóveis que os consumidores procuram. Ao mesmo tempo, temos que fazer chegar esses automóveis ao mercado com rapidez.»
Apesar do recente ciclo, a GM manteve a cadência de novos produtos de qualidade. Nos Estados Unidos, por exemplo, o novo Chevrolet Camaro ultrapassou num ápice os seus rivais para chegar à liderança de vendas no seu segmento de mercado, enquanto os novos Chevrolet Equinox, Cadillac SRX e Buick LaCrosse estão a granjear críticas muito favoráveis. No final deste ano vão chegar ao mercado os novos Cadillac CTS Sport Wagon e GMC Terrain, aos quais se seguirão, no próximo ano, o Chevrolet Volt, o Chevrolet Cruze e o Cadillac CTS Coupé.
O foco em novos produtos de excelência reflecte-se também no Chevrolet Agile, que está a ser lançado na América Latina, no Chevrolet Cruze e no Buick Excelle na Ásia-Pacífico, e no novo Opel Astra na Europa.
No mês passado a GM já tinha anunciado a intenção de produzir um novo automóvel de pequenas dimensões numa fábrica em Orion Township, no estado de Michigan, modelo que virá engrossar a crescente gama de automóveis eficientes da GM e recolocará 1400 empregos.
A GM também começou a empreender esforços consideráveis no desenvolvimento de um leque alargado e completo de tecnologias orientadas para a poupança de energia, incluindo motores de combustão interna avançados, biocombustíveis, pilhas de combustível e híbridos. A companhia é igualmente líder no desenvolvimento de automóveis eléctricos com extensor de autonomia, entre os quais assume grande destaque o primeiro desses modelos, o Chevrolet Volt, que cumpre actualmente um programa de testes em estrada e que tem lançamento agendado para 2010. A nova GM está também a dar os passos necessários para tornar o desenvolvimento avançado de baterias numa das suas competências principais, preparando-se para fazer novos anúncios sobre este tema ainda este Verão.
«O sucesso dos nossos lançamentos recentes e os novos modelos e novas tecnologias que estamos a preparar são uma prova do nosso empenhamento para nos distinguirmos em tudo o que fazemos», disse Fritz Henderson. «O nosso objectivo é tornarmos cada um dos veículos produzidos pela General Motors no melhor do seu respectivo segmento.»
Marcas e concessionários mais fortes
No seu processo de reinvenção, a nova GM também focou os seus recursos em quatro marcas principais e numa rede de concessionários mais forte e eficaz.
As quatro marcas principais da GM – Chevrolet, Cadillac, Buick e GMC – agregarão um total de apenas 34 modelos no mercado norte-americano no ano 2010. Esta ênfase numa gama mais reduzida, mas com melhores modelos, permitirá à nova GM destacar mais recursos para cada um desses modelos, o que resultará em melhores produtos e marketing mais forte.
Em Maio, a companhia acelerou os seus esforços de consolidação da rede de distribuição no sentido de reduzir o número de concessionários GM nos Estados Unidos de 6000 para 3600 até ao final deste ano. Mesmo assim, a GM continuará a ser detentora da maior rede de concessionários nos EUA, ao mesmo tempo que os concessionários assumiram o compromisso de continuar a melhorar a experiência dos clientes GM ligada com todos os seus serviços.
«Também estamos a trabalhar em novas formas de relacionamento com os nossos clientes, entre as quais uma nova parceria inovadora com o eBay, na Califórnia, para revolucionarmos a maneira como as pessoas adquirem veículos através da Internet», afirmou Fritz Henderson. «Os clientes vão poder licitar os nossos automóveis tal como o fazem num outro leilão do eBay, incluindo a opção de escolher um determinado preço ‘buy it now’. Vamos proceder a testes em torno desta e de outras ideias, com os nossos concessionários, durante as próximas semanas e esperamos alargar e desenvolver essas ideias no curso dos próximos meses. A nossa meta é tornar os processos de escolha e de compra tão fáceis quanto possível para os clientes GM, no tempo e nos termos que decidirem.»
Compromisso para recuperar confiança
A General Motors Company é detida pelos Governos dos Estados Unidos da América, Canadá e Ontário, e por um fundo que assegura benefícios de assistência na saúde de aposentados membros do sindicato UAW. Concretamente, o capital da nova empresa é detido por:
«Estamos muito agradecidos pelo apoio que todas as partes nos deram durante o processo de transformação. Embora numa fase inicial o capital da General Motors Company não seja negociado publicamente no mercado bolsista, seremos transparentes nos nossos relatórios financeiros, e outros, no sentido de reforçar ainda mais a confiança», afirmou Fritz Henderson. «Esperamos abrir de novo o capital da empresa ao público assim que estejam reunidas condições práticas, a partir do próximo ano, e pagar, assim que possível, os empréstimos que os Governos nos concederam. Estamos obrigados a pagar os empréstimos até 2015, mas o nosso objectivo é fazê-lo muito mais cedo.»
Balanço mais forte
A General Motors Company inicia a sua actividade na posse de uma folha de balanço forte, uma estrutura de custos competitiva e uma posição forte de liquidez, o que lhe permite competir de forma mais eficaz com os seus concorrentes de origem doméstica e estrangeira no mercado dos Estados Unidos, ao mesmo tempo que mantém uma presença significativa em mercados globais em crescimento.
A nova companhia adquiriu as operações mais fortes da antiga GM e terá uma estrutura de custos operacionais competitivos, resultante, em parte, de acordos recentes com o United Auto Workers (UAW) e o Canadian Auto Workers (CAW).
Nos Estados Unidos, a nova GM será uma empresa bastante mais ‘lean’. No final de 2010, a companhia operará 34 fábricas de montagem, motores e transmissões, e prensagem, menos do que as 47 fábricas que possuía em 2008. A utilização da capacidade de produção deverá atingir 100 por cento durante o ano de 2011, enquanto o nível de emprego da GM nos Estados Unidos deverá ser reduzido de cerca de 91.000 registado no final de 2008 para 64.000 no final deste ano, criando uma empresa dimensionada para responder com rapidez a alterações no mercado enquanto retém uma abrangência global necessária para desenvolver produtos e tecnologias de classe mundial.
A nova GM inicia actividade com uma folha de balanço muito mais forte, integrando uma dívida nos Estados Unidos de cerca de 11 mil milhões de dólares que exclui acções preferenciais no valor de 9 mil milhões de dólares, que poderá mudar com o novo começo contabilístico. No total, as obrigações foram reduzidas em mais de 40 mil milhões de dólares, representando essencialmente dívida não-segura e o fundo VEBA que assegura benefícios de cuidados de saúde aos aposentados membros da UAW. Uma folha de balanço mais forte e um break-even point mais baixo permitirão à nova GM diminuir o seu risco, operar lucrativamente com menores volumes e reinvestir em áreas-chave como a tecnologia de ponta e o desenvolvimento de produtos.
As subsidiárias da GM fora dos EUA foram adquiridas pela nova empresa e deverão continuar a operar normalmente e sem interrupções.
Uma nova forma de actuar
Com o lançamento da nova General Motors, os responsáveis irão trabalhar no sentido de modificar a cultura da empresa, assumindo a rapidez e a capacidade de decisão que a GM demonstrou ao longo dos últimos meses como vectores fundamentais para a sua actividade, ao mesmo tempo que concentra as atenções no consumidor.
Edward E. Whitacre, Jr., que supervisionou a criação da nova AT&T, será o Chairman do Conselho de Administração da GM, que integra novos elementos. Fritz Henderson mantém o cargo de Presidente e de Chief Executive Officer, trabalhando em estreita colaboração com Edward E. Whitacre, e assumindo igualmente a responsabilidade pelas operações da GM na América do Norte. Desta forma, é extinto o cargo de Presidente da GM da América do Norte.
De modo a tornar mais célere a tomada de decisões no dia-a-dia da empresa, os dois órgãos de liderança de topo, bem como o Automotive Strategy Board e o Automotive Product Board, serão substituídos por uma única comissão executiva, mais reduzida, que passará a reunir com maior frequência e focará a sua atenção nos resultados de Negócio, Produtos, Marcas e Clientes.
Bob Lutz aceitou integrar a nova GM na qualidade de Vice-Chairman, com responsabilidade por todos os elementos criativos dos produtos e relação com clientes. Bob Lutz e Tom Stephens, Vice-Chairman para a área de Desenvolvimento de Produto, trabalharão em equipa e em estreita parceria com Ed Welburn, Vice-Presidente para a área de Design, liderando todos os aspectos criativos na área de design. As Marcas e as áreas de Marketing, Publicidade e Comunicação da GM passarão a reportar a Bob Lutz, para garantir consistência nas mensagens e nos resultados. Bob Lutz reportará a Fritz Henderson e irá integrar a nova comissão executiva.
«É com grande satisfação que anuncio que fizemos regressar Bob Lutz da reforma, para que ele possa ocupar esta importante posição na nova GM», referiu Fritz Henderson. «Bob tem inúmeras provas dadas de uma enorme criatividade no design e no desenvolvimento de veículos da GM. Este novo papel permite-lhe dar um novo passo nessa paixão, aplicando-a a outras áreas da GM que têm uma ligação directa com os clientes».
A General Motors irá igualmente suprimir a sua estrutura de operações regionais, o que permitirá uma tomada de decisões mais próxima dos clientes. Este medida elimina as funções de presidentes regionais e também os conselhos estratégicos regionais. Nick Reilly será nomeado para o cargo de Vice-Presidente Executivo da GM International Operations (GMIO), com sede em Xangai, na China.
A GM está a também a suprimir alguns níveis de gestão – reduzindo nos EUA o número de executivos em 35 por cento e de empregados de serviços em 20 por cento até final do corrente ano – o que permitirá tornar a organização mais transversal e acelerar a tomada de decisões.
«Ainda durante o mês de Julho serão comunicados mais detalhes sobre a nova estrutura e alterações na gestão», afirmou Fritz Henderson. «Estas e outras acções visam simplificar a nossa estrutura organizacional e reduzir o nível de burocracia que, no passado, impediu a GM de agir mais rapidamente».
Comunicação mais directa
Fritz Henderson anunciou também um conjunto de iniciativas no sentido de tornar mais directa a comunicação entre os clientes e os empregados da GM a todos os níveis da organização. «Já a partir da próxima semana, lançaremos o website ‘Tell Fritz’, no qual os clientes, ou qualquer pessoa, podem partilhar ideias, preocupações e sugestões directamente com os responsáveis da empresa. Eu mesmo lerei e responderei diariamente a algumas dessas mensagens».
Fritz Henderson e outros executivos da General Motors irão para o ‘terreno’ regularmente para tomarem contacto com consumidores e outros envolvidos no âmbito da nova GM. «Em Agosto iniciaremos visitas regulares a clientes, distribuidores, fornecedores, empregados e outras entidades – dentro e fora dos EUA – que de alguma forma têm impacte na nossa relação com os clientes. Estaremos atentos às suas ideias e aproveitaremos aquelas que poderão contribuir para servir melhor os nossos clientes. E, obviamente, eu e outros executivos continuaremos também disponíveis através dos chats em funcionamento nos nossos websites e no Twitter».
«Hoje lançámos a nova General Motors e a nossa promessa é simples. Seremos lucrativos, pagaremos os empréstimos que nos foram concedidos o mais rapidamente possível e os nossos produtos estarão entre os melhores do mundo», referiu Fritz Henderson. «Reconhecemos que deram à GM uma rara segunda oportunidade e estamos muito gratos por isso. E apreciamos o facto de termos agora os meios necessários para cumprir a nossa tarefa.»
«Aos nossos clientes actuais, agradecemos a confiança que depositaram em nós e, daqui em diante, oferecer-lhes-emos nada menos que excelentes automóveis, veículos comerciais e crossovers, com um serviço de excepção ao cliente. Estamos profundamente gratos a todos aqueles que nos apoiaram nestes tempos de desafios», sublinhou Fritz Henderson. «E quanto a todos aqueles que nunca tiveram oportunidade de experimentar um produto da GM – ou que o fizeram mas ficaram desiludidos – esperamos ter a oportunidade de conquistar a sua preferência e ganhar a sua confiança».
Sobre a GM
A General Motors Company é um dos maiores construtores de automóveis do mundo. As suas raízes remontam a 1908. Com sede global em Detroit, a GM tem 235 mil empregados em todas as maiores regiões do mundo, operando em cerca de 140 países. A GM e os seus parceiros estratégicos produzem automóveis e veículos comerciais em 34 países, comercializando e prestando assistência a esses veículos através das seguintes marcas: Buick, Cadillac, Chevrolet, GMC, GM Daewoo, Holden, Opel, Vauxhall e Wuling. O maior mercado da GM é o dos Estados Unidos da América, seguido da China, Brasil, Reino Unido, Canadá, Rússia e Alemanha. A subsidiária da GM OnStar é líder em segurança e serviços de informação em veículos. A General Motors Company adquiriu as operações da General Motors Corporation em 10 de Julho de 2009. Referências a períodos anteriores neste e noutros materiais destinados à Comunicação Social são relativos a operações da antiga General Motors Corporation. Mais informação sobre a General Motors Company disponível em www.gm.com.
